Um ano depois publicamos alguns textos escritos, que encurtaram o tempo e o espaço destes inquietos tempos. Fazemos uso das palavras, fazemos uso da linguagem em que todas as artes tomam parte.
É esta relação com o texto que nos aproxima e nos impede o afastamento, ainda, que, por vezes, tudo seja ilusório. Algum do tempo que vivemos está vertido nestas publicações.
E não deixa de ser, simultaneamente, a tentativa de fixar o regresso impossível.
A narração, a poesia, a pintura, a ilustração e a opinião continuam a manter aberto o espaço desse desejo, porque se definem, como a única imagem tangível desse encontro. No adeus, as palavras são as únicas capazes de anular o vazio da ausência.
Os textos aqui ficam à espera do olhar de cada um de nós, porque o relógio corre velozmente e nós acreditamos que é para nosso bem.
VR