No Canto III, no episódio de Inês de Castro, conta-se a história de amor entre D. Pedro e D. Inês.
Inês é uma jovem bela, calma e feliz. Sente um grande por D. Pedro e ingenuamente alimentava a ilusão de que a relação entre ambos é possível. O amor de D. Pedro é tão intenso que ele rejeita todas as “belas senhoras e princesas”. D. Afonso IV, pai de D.Pedro, fica profundamente preocupado com essa situação. Além disso, o murmúrio do povo contribui para convencer o rei de que a influência da fidalga prejudicava o seu filho. Diante disso, D. Afonso IV decide ordenar a morte de Inês, acreditando que isso libertaria Pedro de sua suposta influência negativa.
Chegam os carrascos e levam Inês perante D. Afonso IV. Ela chora e implora por sua vida, tentando demover o rei da sua cruel decisão. Argumenta, dizendo que até os animais selvagens mostram piedade pelas crianças, e invoca os seus filhos, que são também netos do rei. Pede-lhe que a poupe, sugerindo até o desterro como alternativa, para que possa, pelo menos, cuidar dos seus filhos.
Apesar de tocado pelas palavras de Inês, D. Afonso IV acaba por decidir pela sua morte, convencido de que o amor entre ela e D. Pedro representaria um perigo para a independência de Portugal.
A natureza, antes e depois da morte de Inês, reflete o sofrimento de D. Pedro. Movido pelo imenso amor que sentia por ela, D. Pedro decide coroá-la, postumamente, numa cerimónia que simboliza o amor eterno e a justiça que não conseguiu alcançar em vida.
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